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O Antes...

 

Por iniciativa do rei D. Manuel, em 1518, começou-se a construir o Mosteiro de São Bento da Ave-Maria. Apesar de ter sido concluído em 1528, só no ano de 1535 recebeu 46 religiosas professas e 31 noviças, que vieram de outros mosteiros beneditinos. Curioso que, o carpinteiro da construção do mosteiro tinha o nome de Bartolomeu Dias tal como o navegador. Em 1783 um enorme incêndio destruiu a igreja manuelina e uma grande parte do mosteiro, ficando muito pouco do templo primitivo. Surgiu um novo templo, a nova igreja era um dos mais belos exemplares barroco, mas a 17 de maio de 1892, com a morte da última abadessa, morreu também o mosteiro de São Bento da Ave-Maria, dando lugar a uma moderna gare e estação, a estação de São Bento. Era imprescindível construir uma estação, a industrialização e o crescimento exponencial da população nas cidades é sinónimo de mobilidade, assim, e uma vez que o convento estava num estado avançado de degradação a Câmara deu um parecer positivo ao projeto de estudo de extensão da linha de campanhã até aos arredores da Praça da Praça da Liberdade. No último trimestre de 1896, ainda sem estação, procedeu-se á inauguração da linha férrea, este acontecimento só se concretizou com a construção dos túneis da Quinta da China, o que implicou obrigatoriamente o derribamento do mosteiro. Só no reinado de D. Carlos e de D.ª Amélia, corria o ano 1900, é que se iniciou a construção da estação da forma como a encontramos que eternizou uma parte do nome do edifício que outrora existiu. No ano 1915 colocaram-se os primeiros azulejos que se utilizaram para ornamentar o espaço, na altura, teve-se o cuidado de escolher o que de melhor existia no país, cada painel retrata um acontecimento da história do povo português, destacando-se vários episódios da história, nomeadamente, a entrada triunfal de D. João I, a tomada de Ceuta, o Torneio de Arcos de Valdevez, entre outros. Foram também colocados azulejos que descrevem a vida rural e aspetos relativos à etnografia. Destaca-se no interior um friso recordativo da viação que é natural do país. A Estação de São Bento, tal como a conhecemos, só foi inaugurada no ano 1916, foi arquitetada em forma de U, a frontaria está voltada para a praça Almeida Garrett. Fachada do estilo Beaux Arts (Francês) e milhares de azulejos do pintor português, Jorge Colaço, que foram concebidos numa empresa situada no centro do país, que nos mostram várias cenas que marcaram o povo português.

O Presente...

Mensalmente, serve como ponto de partida de vários milhares de pessoas, quer seja em lazer como em trabalho, além de já ser considerado um dos fundamentais pontos de interesse turístico. Actualmente, a Estação de São Bento – Porto, é marcada principalmente por ser utilizada por comboios urbanos das linhas do Douro, Aveiro, Braga, e outras tantas. Este espaço destaca-se também por nele já se terem desenrolado vários filmes e séries televisivas, em 2014, acolheu inúmeros concertos, esta multifuncionalidade é sinal dos novos tempos, dão-se novas funções aos espaços, a maior parte das vezes aliada à vertente cultural. Também já foi galardoada como uma das estações mais belas do mundo, comparando-se à estação de França e à de Londres, em 1997, através do Decreto n.º 67/97, DR, 1.ª Série-B, n.º 301 de 31 de Dezembro, foi classificado como imóvel de interesse público, destaca-se das outras construções pela sua implantação e monumentalidade, a sua utilização continua a ser de transportes, estação rodoviária. Estação de Caminhos de Ferro de São Bento, de que faz parte a gare metálica, os painéis de azulejo e a boca de entrada do túnel. Os azulejos utilizados nas paredes superiores foram pintadas no vidrado, as cores utilizadas foram somente o azul e branco, no decorrer do ano de 1992 foi feita uma intervenção nas fachadas, caixilharia e cobertura.

o Futuro...

Ainda incerto, contudo a DGPC aprovou o projeto de um mercado Time Out na estação (à semelhança do que fizeram no Mercado da Ribeira junto ao Cais do Sodré em Lisboa), apesar das reservas que entidades como a UNESCO, o ICOMOS e a Câmara Municipal do Porto mantinham sobre o tema. Teremos um momento 'Pedro Abrunhosa' (Coliseu do Porto, 1995), protestando desta vez, contra a sobreposição do valor económico ao valor histórico?

Recentemente, o actual proprietário da estação do portuense, antecipou a edificação de espaços culturais e comerciais, inclusive, anunciou a construção de um hotel na prespectiva de aumentar o valor da Estação de São Bento – Porto.

A comunicação empresarial e de marketing deste importante marco literário portuense, é assente numa vertente principalmente com base na janela de informação que a Câmara do Porto dinamiza, através do seu website oficial. Por outro lado também a Direção Geral do Património Cultural, com base nas suas funções também faz uma referência a todo este acervo, bem como a outro património cultural. Por último esta comunicação empresarial assume também uma inovação, assumindo uma identidade social nas redes sociais, para dessa forma disseminar a sua importância e comunicação com toda a comunidade social.

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